Publicado por: suzina | Fevereiro 22, 2010

I’m so sorry!

O título deste post já é uma lembrança da minha última viagem, no Carnaval, a Puerto Iguazu, o lado argentino das Cataratas. Mas também é um pedido de desculpas pela demora nas atualizações… eu juro que tento ser disciplinada, mas… no meio de uma viagem, tudo é motivo para ficar longe do computador, certo?

Chegamos a Foz do Iguaçú no sábado, 13 de fevereiro, Andrea e eu. Depois de várias tentativas de viajarmos para outros lugares no longo feriado do carnaval, ficamos com a opção de Puerto Iguazu: longe das festanças típicas, num lugar econômico e, para mim, melhor ainda, na Argentina… pois é, de novo… rs

Para chegar até o lado argentino, é MUITO fácil. Pega-se um ônibus circular na porta do aeroporto, desce no terminal de ônibus, ou no meio da estrada se você curtir mais adrenalina, e pega um outro ônibus circular que atravessa a fronteira. Por módicos cinco reais você sai do País. Nós acabamos descendo no meio da estrada. Óbvio. rs Estávamos com um casal de americanos-vietnamitas esperando pelo busão quando um senhor muito simpático, num táxi, nos ofereceu o transporte até nosso hostel por R$ 30 reais. Bem, pensando que éramos quatro, valia a pena. E assim fizemos.

O táxi precisa parar na saída do Brasil e depois na entrada da Argentina, onde os passaportes são carimbados. No meio do caminho, tem uma ponte, sobre o Rio Iguaçú, pintada na metade com as cores da bandeira brasileira e na outra metade com as cores da bandeira do país vizinho. O senhorzinho, que realmente era muito simpático, parou bem no meio da ponte, para explicar isso e contar onde estavam as cataratas.

O trajeto levou no máximo 15 minutos, do ponto de ônibus até a porta do nosso hostel, que fica em frente ao terminal de ônibus da cidade, onde você pode pegar uma condução para qualquer lugar do país.

Deixamos o casal no ônibus com direção às Cataratas e fomos fazer nosso check-in. O Marcopolo Inn é grande, tem um quintal enorme e vários apartamentos de 2, 4, 5 e mais camas. Tem uma piscina, uma cozinha comunitária e um espaço grande onde fica o bar durante a noite e onde são feitas as festas.

O nosso quarto era o último, de número 20, no cantinho do hostel. Chegamos sabendo que mais duas pessoas estavam no quarto, por causa das bagagens. E foi por causa das bagagens que imaginamos que eram dois meninos.

Saímos para comer alguma coisa e também para conhecer a cidade. Pequena e agradável. E quente. Que calor fazia lá!!!! Comemos e bebemos bem, por módicos 34 pesos, as duas. Super barato!

Voltamos para o hostel para buscar algumas coisas e fazer uma lista básica, para ir ao mercado, para comprar lanches pro dia seguinte. E foi aí que conhecemos o Andy, nosso outro colega de quarto, que chegou quase junto com a gente. O Andy é um típico inglês: um gentleman, com aquele sotaque charmoso que só os ingleses conseguem ter. Logo depois dele, apareceram nossos outros colegas: primeiro o Josh, um australiano muito engraçado, e o Ofir, um israelense muito gente boa a caminho do Brasil. E foi por isso que as primeiras horas com os novos amigos se tornaram uma aula de português básico, recheada de risadas e de explicações de bobagens. Tomara que tenha sido útil para ele nas andanças em terras brasileiras.

A conversa fluiu e resolvemos todos sair para achar algum boteco na cidade. IMG_3207Caminhamos um pouco até decidirmos por um qualquer, no centro boêmio da cidade. Sentamos lá e ficamos, conversando, rindo e bebendo Quilmes! =D Lá pelas tantas, o australiano nos deixou e fomos os outros quatro para um outro bar, com música ao vivo e uma banda muito ruim, que nos recebeu com todos os sons possíveis, de Hotel California até Fogo e Paixão, do Wando… pois é… e o mais incrível é que enquanto toda a música rolava, as pessoas curtiam sentadinhas, acompanhando apenas com as cabeças…

Well, voltamos para o hostel umas 2h da manhã. A piada começou quando nenhum dos quatro conseguia dormir, porque ninguém conseguia lembrar o nome do australiano e isso virou motivo de piada. Seria Josh? John? Steve?? De repente, ninguém mais lembrava o nome de ninguém e surgiram várias histórias para explicar o australiano… a mais engraçada era a de que ele havia morrido no hostel há muitos anos e tinha largado uma toalha de banho pendurada no armário… não parece engraçado lendo, mas garanto que me fez faltar ar na hora, de tanto rir…

Aí, lá pelas seis da manhã, eis que surge o australiano, completamente bêbado… como a primeira cama, logo ao lado da porta, era a minha, foi ali do lado que ele sentou e começou “I’m so sorry!! Please, I’m sorry to wake you!” e disparou a dizer uma quantidade de coisas em inglês que, para quem acabou de acordar no meio da madrugada, não faziam sentido nenhum. Minha cabeça não conseguia pensar em nada em inglês e eu só pude dizer “ok, ok, don’t worry”, virei para o lado e fingi que continuei a dormir, pra ele ir embora. Pois ele levantou e foi pra cama dele, que era na parte de baixo do beliche onde a Dea estava dormindo. E a Dea fez a besteira de se mexer… e adivinha??? Lá foi ele “I’m so sorry!! Please, I’m sorry to wake you!”  e emendou numa conversa de bêbado sem fim, dizendo que a gente tinha enganado ele, dado um perdido pra ele não achar mais a gente lá no bar, etc. O Ofir, o cara de Israel, acordou com o barulho e tentou dizer algo como “calem a boca” em inglês, mas saiu no idioma dele e ninguém entendeu nada… apesar de que eram gritos… A Dea bem que tentou se livrar, foi ao banheiro, voltou, mas não teve jeito: só acabou qnd ela deu um abraço nele e disse que estava tudo bem… Enquanto isso, eu morria de rir baixinho em baixo do lençol, pra ele não descobrir que eu estava acordada. Depois de muito falar e resmungar, ele pegou as coisas dele e foi embora – mesmo ainda faltando muitas horas pro horário de saída do ônibus dele. A cena acabou com o Andy levantando e perguntando “What was that???” e a gente morrendo de rir!!!!

A partir disso, a piada era dizer “I’m so sorry” para tudo. E inclusive, acordar as pessoas de madrugada só para dizer “I’m so sorry”. Pois é, e esse foi só o primeiro dia… I’m so sorry, mas continuo com o resto da história em outro post…


Respostas

  1. huummmmm


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