Como diz a música do Caetano Veloso: “I am lonely in London without fear”. Bom,
não estou mais, estive, nos dois últimos fins de semana.
Não é nada difícil chegar a Londres. Você pode escolher ir de trem ou de ônibus e, em no máximo 2h30, você estará lá. A estação de Bournemouth também é bem no meio da cidade, fácil de ir e vir e bem perto da minha escola. Se você comprar as passagens com antecedência, ir de trem não sai caro e é mais rápido. Porém, de última hora, o melhor é ir de ônibus, que é mais barato, tem wi-fi e ar condicionado. Tranquilíssimo.
Uma das principais estações de Londres se chama Victoria e foi lá que o ônibus me deixou. Andar por Londres foi extremamente fácil desde o primeiro passo, porque em todos os pontos de ônibus tem mapas da região e indicações de que ônibus você deve pegar para ir a cada região da cidade. Em pouco tempo, no primeiro fim de semana, já estava dentro do famoso ônibus vermelho, a caminho do hostel.
A escolha do hostel foi complicada pela quantidade de opções oferecidas. As ferramentas que o Hostelword oferece ajudam muito e eu sempre olho os comentários dos últimos visitantes – muitas vezes levando em conta as nacionalidades e idades. Isso é importante para entender o que a pessoa estava procurando e saber se tem alguma relação com o que você está procurando. Aqui também vale procurar com bastante antecedência, porque os melhores locais costumam estar lotados se você tentar reservar na véspera. Para o meu primeiro final de semana lá, cheguei na Inglaterra já com as reservas feitas. O lugar chama Astor Museumm e a localização não podia ser melhor: exatamente ao lado do British Museumm. Dali é fácil de caminhar para qualquer lugar.
No primeiro dia, cerveja com um grande amigo que vive na Irlanda atualmente e que estava em Londres a trabalho. E aí, surpresas das diferenças culturais: por incrível que pareça, os pubs fecham às 23h por lá. Pois é… Ou seja… andamos, andamos, andamos, andamos e andamos até encontrarmos um lugar onde poderíamos sentar e tomar uma cerveja, colocar a conversa em dia e conhecer outras pessoas – tanto meu amigo quanto eu levávamos outros amigos conosco.
A noite de Londres é a coisa mais maluca que eu já vi na minha vida. Uma mistura bizarra de festa adolescente, com discotecas, cores, sons e formas diferentes. E pessoas diferentes, claro. Não dá pra dizer quem vem da onde. E o mais engraçado é que você pode ver os ingleses, antes polidos e discretos durante o dia, completamente pirados durante a noite. É uma coisa que não dá pra explicar, é preciso vivenciar.
No sábado, dia de encontrar outro amigo querido, dessa vez um inglês que conheci
na Argentina, o Andy. Viajou da cidade dele, no norte da Inglaterra, só pra passar o dia comigo. Gentileza bem característica dos ingleses. Caminhamos bastante pela cidade até darmos de cara com o fabuloso
Parlamento inglês e o glorioso Big Ben. Posso confessar que foi ali, nessa hora, que caiu minha ficha de que realmente eu estava em Londres.
Para que eu pudesse curtir ao máximo minha viagem, Deus mais uma vez concedeu um dia lindo, com direito a céu azul e feira às margens do rio. Após esse passeio pela região, embarcamos no metrô – famoso Underground – e seguimos rumo a Candem Town, um bairro meio rock, meio feira de rua, meio hippy, meio punk, meio o que você quiser. Uma delícia de andar, um problema para controlar o dinheiro, já que ali tem um mercado a céu aberto enorme, com todos os tipos de coisas possíveis à venda.
No fim do dia, voltamos para o bairro do meu hostel – Bloomsbury. Meu amigo teve que partir e eu segui caminho para o British Museumm, que é imenso e não deu pra ver tudo pois já estava tarde. Para fechar a noite, mais uma caminhada longa pela agitação da cidade, desta vez em companhia de um novo colega dinamarquês.
Domingo, dia de ir pra rua cedo. Andar realmente não é nada difícil por aqui, por isso, peguei meu mapa e saí por aí. Uma passada por Covent Garden, com direito a missa na igreja St Martin-in-the-fields (uma boa prática para o inglês, eu diria), passeio pela Trafalgar Square, National Gallery e Palácio de Buckingham. Neste último, sem ter programado ou sequer ter visto alguma informação sobre, fui privilegiada com a troca de guarda, numa posição bem vantajosa para tirar fotos dos soldadinhos vermelhos… hehehe
Para fechar o dia – já era hora de voltar pra estação Victoria e pegar meu ônibus de volta a Bournemouth, uma ida ao London Eye, a famosa “roda gigante” da cidade. Posso dizer que só vale a pena se você tiver tempo e dinheiro sobrando. Dá para tirar umas fotos legais (infelizmente, eu tava sem bateria na máquina…), mas não é suuuuper bacana como você pode imaginar. E você pode economizar seus pounds para fazer outra coisa mais interessante. E não, eu não fui ao Madame Tussaud…
Minha segunda passagem por Londres fica para outro post, porque este aqui já tá meio longo demais… rs
Em breve, ou não tão breve, novos posts…

Adoro esses seus posts cheios de fotos! Morro de inveja (branca) das mudanças do cabeçalho. Vc é profissa nisso, meu!
Que bom que poderemos caminhar juntas pelo menos uma vez nessa tua aventura! Vamos ver se eu e a cidade vamos conseguir te empolgar!
Por: Cris em Setembro 23, 2010
às 5:23 pm